Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

“Fantasma 4D” é observado no acelerador de partículas do CERN

“Fantasma 4D” é observado no acelerador de partículas do CERN

No interior dos túneis do Síncrotron Super Próton, acelerador de partículas mais antigo do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), um fenômeno intrigante foi descoberto. Trata-se de uma estrutura invisível, apelidada de “fantasma 4D”, que pode desviar o curso das partículas ali contidas e criar problemas para a pesquisa científica.

Essa estrutura, descrita como ocorrendo no espaço de fase, que pode representar um ou mais estados de um sistema em movimento, foi identificada como quadridimensional devido à sua complexidade, exigindo quatro estados para sua representação.

Resultante de um fenômeno chamado ressonância, esse “fantasma” interfere no movimento das partículas, levando à perda de trajetória e dificultando o controle do feixe necessário para as pesquisas.

A ressonância ocorre quando dois sistemas interagem e sincronizam. Pode ser uma ressonância emergindo entre as órbitas planetárias à medida que elas interagem gravitacionalmente em sua jornada ao redor de uma estrela, ou um diapasão que começa a tocar quando as ondas sonoras de outro diapasão atingem suas pontas.

Nos aceleradores de partículas, ímãs poderosos são utilizados para guiar as partículas em trajetórias específicas. No entanto, devido a imperfeições nos ímãs, podem ocorrer ressonâncias que perturbam o movimento das partículas, criando uma estrutura magnética problemática.

A complexidade desse fenômeno reside na descrição matemática, pois exige considerar mais do que as simples coordenadas de um plano. Enquanto normalmente apenas dois graus de liberdade são considerados, as ressonâncias exigem quatro parâmetros para mapear cada ponto no espaço de fase, o que desafia a intuição geométrica tradicional.

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