
Um grupo de pesquisadores encontrou cristais na Finlândia que indicaram a existência de pedaços da crosta terrestre no interior de um antigo continente. A pesquisa revelou informações sobre a rocha mais antiga da Escandinávia, que se formou há 3,75 bilhões de anos.
No estudo publicado recentemente na revista Geology, os pesquisadores recolheram cristais provenientes do zircão em rios da Finlândia, que foram investigados a partir de três marcadores geoquímicos: urânio-chumbo, lutécio-háfnio e oxigênio. A análise permitiu datar a idade dos cristais e comparar suas assinaturas com outras crostas antigas.
De acordo com comunicado da Universidade de Copenhagen, a pesquisa acabou revelando que parte da crosta da Escandinávia é cerca de 250 milhões de anos mais velha, tendo se originado há 3,75 bilhões de anos, na Groenlândia.
Essa descoberta revela mais sobre a história dos continentes e a formação e crescimentos dos cráton arqueanos, as partes mais antigas da crosta continental que se formaram entre 4 e 2,5 bilhões de anos, pouco antes da vida surgir.
Os cristais de zircão que encontramos na areia dos rios e nas rochas da Finlândia têm assinaturas que apontam para que sejam muito mais antigos do que qualquer coisa já encontrada na Escandinávia, ao mesmo tempo que correspondem à idade das amostras de rochas da Groenlândia. Ao mesmo tempo, os resultados de três análises isotópicas independentes confirmam que a base rochosa da Escandinávia estava provavelmente ligada à Gronelândia.
Essas regiões fazem parte de uma seção da crosta chamada Escudo Fennoscandiano ou Escudo Báltico. Agora os pesquisadores pensam que esse pedaço de crosta mais antigo encontrado na Finlândia, se desprendeu há bilhões de anos da Groenlândia e se deslocou até parar onde se encontra atualmente. Depois disso, mais material se juntou à crosta, até formar o restante da Escandinávia.
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