
Quem estiver no caminho da totalidade do eclipse solar da próxima segunda-feira (8) vai experimentar um breve período de escuridão por alguns segundos ou minutos (isso depende de fatores que você pode conferir aqui). Este é o único momento seguro para olhar diretamente para o Sol sem óculos de proteção.
Ao observar a coroa solar durante a totalidade, será possível ver “torres” em tons de rosa-escuro e laços de plasma eletricamente carregado se estendendo muitas vezes o diâmetro da Terra para o espaço.
É provável até que seja possível ver alguma ejeção de massa coronal (CME). “Se tivermos sorte, uma CME se apresentará como uma estrutura retorcida, semelhante a uma espiral, no alto da atmosfera no Sol”, disse Ryan French, físico solar do Observatório Solar Nacional em Boulder, Colorado, nos EUA, ao site LiveScience.
Uma CME é uma enorme ejeção de campo magnético e massa de plasma da coroa solar. Esse jato se move rápido, mas parece parado ao longo de algumas horas. “O que isso significa que a mesma erupção pode ser vista em Rochester como foi em Dallas, em diferentes estágios da mesma explosão de longa duração”, disse French.
Levará 100 minutos para que a sombra da Lua cruze a América do Norte, então uma CME poderia sair um pouco antes e ser visível para todos sob um céu claro. Também é possível que CMEs sejam disparadas durante a totalidade. Um caso assim foi fotografado em 14 de dezembro de 2020, durante o “Grande Eclipse Patagônico” no Chile, quando o Sol estava próximo do mínimo solar (período de menor intensidade do ciclo de atividades de 11 anos do astro).
As explosões solares são poderosas rajadas de ondas de rádio, luz visível, raios X e raios gama na superfície do Sol que viajam à velocidade da luz e levam apenas cerca de oito minutos para chegar à Terra. Esses eventos, geralmente, são seguidos de uma CME.
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