Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

Ondas gigantes no oceano são mais comuns do que se imaginava, diz estudo

Ondas gigantes no oceano são mais comuns do que se imaginava, diz estudo

As chamadas ondas “desonestas” ou “traiçoeiras” foram consideradas apenas um mito por décadas. Hoje, os pesquisadores sabem que estes fenômenos naturais extremos existem de verdade, mas não é possível prevê-los. O que pode mudar a partir de um estudo recente que aponta que estas ondas podem ser muito mais comuns do que imaginávamos.

Usando imagens tridimensionais de ondas oceânicas, pesquisadores realizaram uma expedição no Oceano Antártico para descobrir mais sobre as ondas “desonestas”. Durante o estudo, sensores capturaram dados de várias fases de crescimento das ondas: desde os estágios iniciais de ondas jovens alimentadas pelo vento, até ondas maduras que não são influenciadas por ele.

Os resultados mostraram que as ondas jovens têm maior probabilidade de se tornarem “desonestas”. No total, a equipe registrou ondas duas vezes mais altas que as vizinhas uma vez a cada seis horas. Por outro lado, as ondas maduras identificadas não mostraram qualquer sinal dos eventos extremos.

Segundo os pesquisadores, o trabalho confirma quais são as condições necessárias para o surgimento das gigantescas ondas. E deixa claro a importância do vento neste processo.

Estas condições, afirmam os especialistas, acontecem diversas vezes no oceano, o que pode indicar que os fenômenos são mais comuns do que a ciência acreditava até então. No entanto, como as condições mudam rapidamente em alto mar, é possível que as ondas “desonestas” não durem muito tempo. O estudo foi publicado na revista Physical Review Letters. As informações são do IFLScience.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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