Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Observatório astronômico mais alto do mundo finalmente é inaugurado

Observatório astronômico mais alto do mundo finalmente é inaugurado

Revelar os mistérios do Universo é um desafio para a ciência. Mas isso pode ficar um pouco mais fácil com a inauguração do observatório astronômico mais alto do mundo, que começou suas operações no alto de uma montanha no deserto do Atacama nesta terça-feira (30).

Chamado de Observatório Atacama da Universidade de Tóquio (TAO) fica 5.640 metros acima do nível do mar, o que vai dar a ele algumas capacidades únicas na observação. O TAO ficou 26 anos em construção e ainda vai receber novos instrumentos no futuro.

“Estou buscando elucidar mistérios do universo, como a energia escura e as primeiras estrelas primordiais. Para isso, é preciso ver o céu de uma forma que só o TAO torna possível”, disse o professor emérito Yuzuru Yoshii, que tem liderado o projeto TAO por 26 anos como investigador principal desde 1998, ao site da universidade de Tóquio.

“Claro, ele contém óptica, sensores, eletrônicos e mecanismos de última geração, mas a altitude excepcionalmente elevada de 5.640 metros é o que dá ao TAO tanta clareza de visão Nessa altura, há pouca umidade na atmosfera que possa impactar sua visão infravermelha”, completou ainda.

O TAO fica mais alto inclusive que seu principal vizinho, um dos mais importantes radiotelescópios do mundo, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). Se seguir a tendência de seu colega de deserto, o novo observatório pode ter uma carreira de sucesso, mas será que tanta altura faz diferença?

“Graças à altura e ao ambiente árido, o TAO será o único telescópio terrestre do mundo capaz de visualizar claramente os comprimentos de onda do infravermelho médio. Esta área do espectro é extremamente boa para estudar os ambientes ao redor das estrelas, incluindo regiões de formação de planetas”, disse o professor Takashi Miyata, diretor do Observatório do Atacama do Instituto de Astronomia e gerente da construção do observatório.

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