Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Empresas irão unir esforços para concorrer com Starlink

Empresas irão unir esforços para concorrer com Starlink

Duas gigantes do setor de telecomunicações via satélite anunciaram que irão unir forças para vencer a Starlink. A SES, com sede em Luxemburgo, comprará a Intelsat por US$ 3,1 bilhões (mais de R$ 15 bilhões). Com o acordo, o número combinado de satélites em órbita geoestacionária chegará a 100.

Fundada em 1985, a SES opera atualmente 43 satélites geoestacionários, além de 26 espaçonaves de banda larga em órbita média da Terra (MEO) a alguns milhares de quilômetros acima da Terra. Estes satélites MEO operam numa espécie de meio-termo entre os satélites LEO e GEO, oferecendo menor latência do que as redes geoestacionárias enquanto ainda voam alto o suficiente para não necessitar de centenas ou milhares de naves espaciais para cobrir o globo.

Já Intelsat tem 57 satélites geoestacionários, principalmente para serviços de televisão e retransmissão de vídeo. A fusão das empresas significa que a cobertura via satélite mundial chegará a mais de 99% e fornecerá serviços por meio de uma variedade de bandas de comunicação.

O objetivo do acordo é competir com a rede Starlink da SpaceX. O serviço de Elon Musk conta hoje com mais de 5.800 satélites ativos em sua frota de órbita baixa da Terra. A empresa possui mais de 2,6 milhões de assinantes.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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