Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Alguns planetas estão caminhando para colidirem com suas estrelas

Alguns planetas estão caminhando para colidirem com suas estrelas

Alguns planetas possuem órbitas que estão caminhando diretamente para suas estrelas. Agora um grupo de pesquisadores acredita ter descoberto o porquê alguns mundos estão nessa espiral mortal.

Um estudo recente sugeriu que estrelas devorando um dos seus planetas é mais comum do que pensávamos, acredita-se que 1 a cada 12 já tenha feito isso, no entanto, até então não sabíamos porque isso acontecia. No estudo publicado no The Astrophysical Journal Letters, uma equipe de pesquisadores internacionais sugeriu o motivo para esses planetas estarem indo direto para suas hospedeiras.

O estudo focou em investigar esse tipo de órbita em planetas conhecidos como “Júpiteres quentes”, mundos gigantes que estão tão próximos de suas estrelas que são extremamente quentes e completam suas órbitas em apenas alguns dias ou horas terrestres. Os pesquisadores concentraram-se num planeta conhecido como WASP-12b, a cerca de 1400 anos-luz de distância da Terra.

Acredita-se que daqui cerca de 3 bilhões de anos o WASP-12b irá colidir com sua estrela, uma anã amarela semelhante ao Sol. Na pesquisa, descobriu-se que o campo magnético da estrela pode estar dissipando a energia gravitacional e causando o decaimento da órbita.

Em sistemas compostos por estrelas e Júpiters quentes, poderosas ondas de maré fazem com que a energia orbital seja transferida do planeta para dentro da estrela. Quando isso acontece, a órbita do planeta diminui, fazendo com que ele se aproxime ainda mais da estrela. No entanto, os pesquisadores acham que tem algo mais em WASP-12b: o campo magnético da estrela também parece estar dissipando a energia orbital.

Quando as ondas de maré adentram a estrela, elas colidem com o campo magnético e são convertidas em ondas magnéticas para fora, fazendo com que eventualmente elas dissipem a energia orbital. Esses mecanismos iniciam-se quando a estrela atinge uma certa idade, e até agora o único planeta que sabemos que está em uma espiral mortal é WASP-12b, mas isso pode mudar.

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