Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Eureka! Décadas depois, teoria de Einstein sobre buracos negros é comprovada

Eureka! Décadas depois, teoria de Einstein sobre buracos negros é comprovada

Certa vez, Albert Einstein teorizou o seguinte: se você estiver perto de um buraco negro, há uma área próxima a ele na qual é impossível evitar a queda dentro dele, pois ela “puxa” o que quer que seja. E, agora, sabemos que esta teoria é mesmo verdadeira.

Essa área é chamada de região de mergulho e fica ao redor dos buracos negros. Nela, a matéria deixa de os rodear e acaba sendo puxada para o interior escuro.

Enquanto Isaac Newton defendia a lei da gravidade, a teoria de Einstein sobre os buracos negros era oposta a ela – o físico dizia que, ao chegar próximo a um buraco negro, as partículas passam a orbitar sem segurança em torno dele. Elas acabam indo em direção ao centro dele em velocidade próxima à da luz.

Essa é a primeira visão de como o plasma, tirado da parte mais externa de uma estrela, tem sua queda final no centro de um buraco negro, em processo acontecendo em um sistema a dez anos-luz de distância. O que é realmente emocionante é que existem muitos buracos negros na galáxia e, agora, temos nova e poderosa técnica para usá-los no estudo dos campos gravitacionais mais fortes conhecidos.

Mummery salienta que Einstein já tinha defendido em sua teoria a existência desse “mergulho” final, e a pesquisa conseguiu demonstrar, pela primeira vez na história, como esse processo se desencadeia.

Pense nisso como um rio se transformando em cachoeira – até agora, estivemos olhando para o rio. Esta é a nossa primeira visão da cachoeira. Acreditamos que isto representa novo e excitante desenvolvimento no estudo dos buracos negros, permitindo-nos investigar esta área final em torno deles. Só então poderemos compreender completamente a força gravitacional. Este mergulho final de plasma acontece na extremidade de um buraco negro e mostra a matéria respondendo à gravidade na sua forma mais forte possível.

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