
A galáxia anã NGC 4449 é o foco do mais recente retrato cósmico capturado pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA. Localizada a 12,5 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Canes Venatici, essa região apresenta muitas semelhanças com a Grande Nuvem de Magalhães (LMC), uma galáxia satélite da Via Láctea.
Ambas são pequenas e de formato irregular, com uma barra distinta atravessando seus centros. No entanto, enquanto a LMC tem uma região específica de intensa formação estelar (a Nebulosa Tarântula), a NGC 4449 possui altas taxas de formação de estrelas distribuídas por todo seu corpo, caracterizando-se como uma galáxia em “explosão estelar”.
Essas explosões estelares ocorrem quando o gás hidrogênio molecular que preenche a galáxia é perturbado por interações gravitacionais ou colisões com outras galáxias. NGC 4449 faz parte do Grupo M94, composto por quase trinta galáxias, proporcionando várias oportunidades para tais interações.
Em 2012, uma equipe liderada por David Martinez-Delgado, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha, em colaboração com astrofotógrafos amadores e utilizando o Telescópio Subaru, no Havaí, encontrou evidências de uma dessas interações. Os pesquisadores observaram um fluxo de estrelas de uma galáxia menor que foi consumida pela NGC 4449.
Embora a galáxia menor tenha sido destruída, a interação causou uma turbulência no gás molecular da NGC 4449, levando à formação de numerosos aglomerados estelares jovens. Esses aglomerados e outras características são visíveis na nova imagem do JWST, construída com dados da Câmera de Infravermelho Próximo (NIRCam) e do Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI). Essas ferramentas operam em diferentes comprimentos de onda infravermelhos, revelando diversos aspectos da galáxia.
A visão da NIRCam destaca uma barra estelar cheia de aglomerados recém-nascidos de estrelas quentes, contra um fundo de estrelas mais velhas que aparecem como um brilho azul difuso.
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