Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Átomos encontrados no lado escuro da Lua

Átomos encontrados no lado escuro da Lua

A Agência Espacial Europeia anunciou na última quarta-feira que conseguiu coletar íons negativos no lado oposto da Lua. Os equipamentos responsáveis por isso estavam a bordo do módulo de pouso Chang’e-6 da Agência Espacial Nacional Chinesa.

O módulo de pouso chegou ao lado oposto da Lua no dia Primeiro de junho às 19h23 do horário de Brasília. Antes de decolar novamente, o módulo coletou cerca de 2 quilos de material lunar de até 2 metros de profundidade e entregou cargas úteis que ele carregava.

Entre as cargas úteis levadas para o outro lado da Lua estava o Instrumento Íons Negativos na Superfície Lunar (NILS) da ESA, cujo objetivo é detectar íons negativos na superfície do satélite.

Os corpos do Sistema Solar estão sendo constantemente bombardeados por partículas carregadas do Sol. Em planetas como a Terra, o campo magnético nos protege do vento solar, no entanto, na Lua, que só possui uma fina atmosfera, isso não acontece.

Quando o vento colide com a superfície lunar, partículas secundárias são levantadas, as de carga positiva podem ser facilmente observadas por um orbitador lunar, no entanto, as de carga negativa, duram muito pouco e não chegam tão alto. Assim, é necessário que a observação delas se dê da superfície da Lua.

Em comunicado, o investigador principal no NILS, Martin Wieser, apontou que essas observações serão úteis para entender melhor a superfície da Lua. Ao mesmo tempo que servirão como um guia para investigação de íons carregados em outros corpos sem ar do Sistema Solar, como asteroides e luas.

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