
Existem muitas teorias sobre o que originou uma verdadeira explosão na diversidade das espécies na Terra há cerca de 480 milhões de anos. Agora, uma nova análise realizada em rochas de Maryland, nos Estados Unidos, aponta mais uma possibilidade.
Os pesquisadores afirmam que os níveis de pirita encontrados sugerem que algo estava acontecendo no fundo do oceano, impedindo que o mineral roubasse o oxigênio. A explicação é que os animais marinhos pré-históricos estavam misturando fisicamente as camadas superiores do solo, permitindo a troca de fluidos e oxigênio.
Os cientistas usaram estes dados para atualizar os modelos anteriores de níveis pré-históricos de oxigênio. Os resultados sugerem que eles permaneceram estáveis por milhões de anos até que subiram acentuadamente durante os períodos Cambriano e Ordoviciano (entre 542 milhões e 488 milhões de anos atrás).
Depois disso, a Terra atingiu e manteve níveis quase modernos de oxigênio. Isso coincidiu com um período de 30 milhões de anos de rápidas mudanças evolutivas, levando à criação de inúmeras novas espécies.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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