Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Por que azeite está tão caro no Brasil? Vai baratear? Ciência responde

Por que azeite está tão caro no Brasil? Vai baratear? Ciência responde

Usar azeite no Brasil ficou mais caro entre 2023 e 2024. E o clima tem a ver com isso. É que as ondas de calor e seca na Europa – lar dos maiores produtores de azeitona, matéria-prima do azeite – encarecem o produto por aqui. E não há perspectiva de melhora neste cenário num futuro próximo.

O preço do azeite subiu 50% entre abril de 2023 e maio de 2024, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a situação não melhorar na Europa e o consumo se mantiver alto, o produto deve continuar caro por aqui.

A resposta curta tem duas partes. A primeira: porque condições climáticas têm dificultado o cultivo da azeitona na Europa, o que emperra a produção de azeite. A segunda: porque o Brasil importa a maior parte do azeite que consome – e os dois maiores fornecedores são europeus.

O principal fornecedor de azeite para o Brasil é Portugal – país onde o produto é fundamental para a economia. Já o segundo maior fornecedor é a Espanha. Ou seja: se esses países enfrentam problemas para produzir, o fornecimento acaba prejudicado. E o preço sobe.

Para você ter ideia, a Espanha – responsável por 42% da produção mundial de azeite – teve quatro quebras de safras consecutivas das oliveiras. Na Europa, como um todo, a produção do produto caiu 20% entre 2022 e 2023, segundo dados compilados pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

Não tão cedo. Pelo menos, esse é o prognóstico dado por Carlos Eduardo de Freitas Vian, da Esalq, ao G1. Para o professor, o preço do azeite estabilizaria se o consumo começasse a cair. Mesmo assim, demoraria para isso aparecer nas gôndolas dos supermercados.

Compartilhe