Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Nova pesquisa revela traços de DNA encontrados em pessoas com autismo

Nova pesquisa revela traços de DNA encontrados em pessoas com autismo

Um novo estudo conduzido por cientistas das universidades de Clemson e Loyola, nos EUA, indica que parte do DNA humano herdado dos neandertais pode estar relacionado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A equipe concluiu que as variações genéticas transmitidas por esses antepassados são mais comumente encontradas em pessoas com autismo.

Anteriormente, algumas pesquisas já haviam demonstrado que o DNA neandertal pode moldar certas estruturas do cérebro humano. No estudo recentemente publicado na Molecular Psychiatry, os cientistas buscaram examinar o possível papel dos genes neandertais especificamente em pessoas com autismo.

Para o estudo, os cientistas analisaram o DNA de 3.442 participantes com e sem autismo, divididos entre negros não-hispânicos, brancos hispânicos e brancos não-hispânicos. Foram identificados 25 polimorfismos – variações genéticas – específicos mais comuns em pessoas com autismo. Quadros de epilepsia também foram identificados em alguns casos.

Uma variante no gene SLC37A1, por exemplo, foi identificada em 67% dos participantes brancos não-hispânicos com autismo, epilepsia e familiares autistas. Em comparação, foram determinadas 26% de pessoas autistas, mas sem epilepsia e 22% de pessoas sem autismo ou epilepsia.

“Este é o primeiro estudo a fornecer fortes evidências do papel ativo de um subconjunto de alelos raros – bem como de alguns alelos comuns – derivados dos neandertais na suscetibilidade ao autismo em várias das principais populações americanas”, escreve a equipe no artigo.

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

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