
A atmosfera da Terra conta com aproximadamente 21% de oxigênio. A substância é considerada fundamental para a vida, mas nem sempre foi assim. Foi apenas há cerca de 2,5 bilhões de anos atrás que o oxigênio começou a se acumular em níveis significativos no nosso planeta.
No passado, a atmosfera e os oceanos foram em grande parte desprovidos de O2. A substância estava sendo produzido por cianobactérias antes do GOE, mas as reservas dela eram rapidamente consumidas e não se acumulavam como hoje.
Durante o trabalho, a equipe se concentrou nas análises dos xistos marinhos do Supergrupo Transvaal da África do Sul. Ao analisar razões isotópicas estáveis de tálio (Tl) e outros elementos, os pesquisadores descobriram evidências de flutuações de que a presença de O2 nos oceanos coincidia com mudanças no oxigênio atmosférico.
Estas descobertas podem ajudar a ciência a entender como se deu o surgimento da vida na Terra. Os cientistas explicam que ainda não se sabe exatamente o que estava acontecendo nos oceanos quando as primeiras formas de vida se originaram e evoluíram.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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