
Engenheiros da Northwestern University descobriram processo de fabricação de concreto que armazena dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera por meio de solução carbonatada. O bom é que ele é tão forte e durável quanto as versões tradicionais, além de ser fácil de ser produzido.
O concreto tradicional é feito a partir de mistura de cimento e água, transformando-o em pasta, que, então, é misturada com agregados na forma de areia e cascalho. Ao serem misturados, endurecem e se ligam ao agregado, criando a massa sólida utilizada na construção.
O problema é que ele não é muito amigável com o meio-ambiente. O cimento Portland, o mais comum, ajuda muito na emissão de CO₂. Inclusive, a produção global de cimento é a terceira maior fonte de emissões antropogênicas de carbono – 8% –, perdendo apenas para combustíveis fósseis e alterações no uso do solo.
Felizmente, temos alternativas. O carbonatado tem alto potencial para armazenar CO₂ dada sua alcalinidade inerente. Ela pode transformar o gás de efeito estufa em cristais sólidos, consistindo especialmente em carbonato de cálcio (CaCO₃).
Tais cristais têm vida útil mais longa que estruturas de cimento, representando maneira ideal de armazenamento de CO₂, como explana o IFLScience.
Originalmente, essa ideia surgiu nos anos 1970, mas só mais recentemente passou a receber atenção.
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