
Um artigo recém-publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America descreve um estudo que investigou o que acontece durante eventos extremos no Sol e como eles podem afetar a Terra em momentos em que o campo magnético do planeta está fraco.
Em seu estado normal, o campo magnético terrestre funciona como um imenso ímã, com linhas que emergem de um polo e reentram no outro. Essa configuração protege a Terra da radiação cósmica, permitindo eventualmente que apenas uma pequena quantidade penetre nas camadas superiores da atmosfera, criando as auroras.
No entanto, o campo magnético do nosso planeta não é constante – ele varia significativamente ao longo do tempo. No último século, o polo norte magnético se deslocou cerca de 40 km por ano, enquanto o campo enfraqueceu em mais de 6%.
Geologicamente, houve períodos de até milênios em que o campo geomagnético estava extremamente fraco ou mesmo ausente. Marte, por exemplo, perdeu seu campo magnético global no passado antigo, resultando na perda da maior parte de sua atmosfera. Em maio deste ano, um forte fluxo de partículas solares atingiu o Planeta Vermelho, afetando a sonda Mars Odyssey e elevando significativamente os níveis de radiação na superfície.
Alan Cooper, pesquisador da Universidade Charles Sturt University, na Austrália, e Pavle Arsenovic, cientista sênior na Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida (BOKU), na Áustria, autores do estudo, relataram a pesquisa para o site The Conversation.
Eles explicam que o Sol emite constantemente um fluxo de elétrons e prótons conhecido como vento solar. Esporadicamente, a superfície do astro libera explosões de energia em ejeções de partículas, frequentemente associadas a erupções solares. Essas partículas, especialmente os prótons, podem atingir altitudes mais baixas na atmosfera da Terra, excitando moléculas de gás e emitindo raios-X invisíveis a olho nu.
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