
Nuvens de poeira originárias do deserto do Saara podem atravessar o Oceano Atlântico e chegar aos Estados Unidos, por exemplo. De fato, isso está acontecendo neste exato momento. No entanto, cientistas acreditam que desta vez um furacão tenha ajudado na travessia de mais de 8 mil quilômetros.
O mais interessante deste fenômeno em andamento, no entanto, é que ele pegou “carona” em um furacão que também cruzava o oceano.
Os sistemas tropicais precisam de muita umidade para se formar e, quando encontram poeira e ar seco, isso pode enfraquecê-los. Mas não foi isso que aconteceu como o furacão Beryl.
Segundo pesquisadores, o fenômeno climático foi capaz de se alimentar de ar tropical úmido mesmo na presença de uma enorme nuvem de poeira. Muito desse ar seco também acompanhou o sistema ao atravessar o Caribe.
Isso explica a quantidade de poeira que o furacão também trazia consigo durante sua passagem no Caribe, que deixou um rastro de destruição e dezenas de mortes.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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