
Os planos da SpaceX de lançar seu superpoderoso foguete Starship até 44 vezes por ano a partir do Centro Espacial Kennedy (KSC), da NASA, na Flórida, receberam críticas de seus principais concorrentes: a United Launch Alliance (ULA) e a Blue Origin.
Um verdadeiro gigante entre os foguetes, o Starship consiste em dois estágios – o propulsor Super Heavy e a espaçonave superior que dá nome ao colossal complexo veicular de 120 metros. A título de comparação, o icônico foguete Saturno V, usado nas missões Apollo, tinha 111 metros de altura, e, por sua vez, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS), da NASA, mede 98 metros.
Além do impressionante porte, o Starship tem ambições igualmente grandiosas. Projetado para transportar até 100 astronautas, o foguete visa facilitar voos interplanetários, incluindo missões à Lua e a Marte. No entanto, antes que essas jornadas espaciais possam começar, a SpaceX precisa obter aprovação regulatória para as decolagens.
Para lançar do KSC, a empresa do bilionário Elon Musk precisa de uma licença da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA. Isso requer uma extensa avaliação de impacto ambiental (EIA), por meio da qual os efeitos potenciais dos lançamentos na vida selvagem local, no meio ambiente circundante, bem como nos negócios e residentes próximos, são cuidadosamente examinados.
De acordo com o site Space.com, atualmente, esse processo está em fase de consulta pública, permitindo que empresas, organizações e o público local se manifestem.
As críticas mais severas vieram da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, que enviou uma carta detalhada à FAA argumentando que os planos da SpaceX de realizar até 44 lançamentos por ano poderiam ter um impacto prejudicial significativo.
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