Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Simples e barata: Ciência tem uma nova aposta para resfriar cidades

Simples e barata: Ciência tem uma nova aposta para resfriar cidades

Telhados verdes são coisa do passado? É o que sugerem os pesquisadores da University College London (UCL), na Inglaterra. Em um novo estudo publicado na Geophysical Research Letters, a equipe propõe que usar tinta branca para pintar telhados ou cobri-los com um revestimento refletivo pode resfriar cidades com mais eficiência do que os populares painéis de vegetação.

Em 2018, durante um dos verões mais quentes já registrados no país, os pesquisadores usaram um modelo climático urbano tridimensional da Grande Londres, subdivisão da Inglaterra, para avaliar os efeitos térmicos de diferentes sistemas passivos e ativos de gerenciamento de calor urbano – incluindo os chamados “telhados frios” pintados com tinta branca, painéis solares, telhados verdes, vegetação a nível do solo e ar condicionado.

Como explicado pela equipe, se fossem aplicados amplamente pela cidade de Londres, os telhados frios possibilitariam uma redução das temperaturas externas de, em média, 1,2 ºC, podendo até chegar a 2 ºC em alguns locais. Em comparação, apesar dos benefícios ambientais, sistemas como vegetação a nível da rua ou painéis solares atingiriam um resfriamento líquido menor, com uma média de apenas 0,3 ºC.

O mesmo se aplica aos telhados verdes: apesar dos benefícios, sua média de resfriamento líquido foi considerada insignificante. Nos horários mais quentes, os sistemas poderiam reduzir a temperatura urbana em cerca de 0,5 ºC, mas, durante a noite, a retenção do calor elevaria as temperaturas aproximadamente na mesma quantidade.

“Testamos exaustivamente vários métodos que cidades como Londres poderiam usar para se adaptar e mitigar o aquecimento das temperaturas, e descobrimos que telhados frios eram a melhor maneira de manter as temperaturas baixas durante os dias extremamente quentes de verão. Outros métodos tiveram vários benefícios colaterais importantes, mas nenhum foi capaz de reduzir o calor urbano externo para quase o mesmo nível”, explica Oscar Brousse, autor principal do estudo, em comunicado. 

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

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