Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Montar castelos de areia na praia pode ser mais mortal do que tubarões

Montar castelos de areia na praia pode ser mais mortal do que tubarões

Para muitos, construir castelos e cavar na areia estão entre as atividades mais divertidas de um dia na praia. Mas o que você provavelmente jamais imaginaria é que a simples prática de fazer montes de areia é potencialmente mais perigosa do que um ataque de tubarão durante um mergulho no mar.

Acredite ou não, mas uma grande ameaça das praias é o sufocamento na areia. Imagine, por exemplo, que alguém cavou um enorme buraco na praia. Depois que ela secasse, se uma pessoa ainda estivesse dentro ou acidentalmente ficasse presa no buraco, ela poderia acabar soterrada pela montanha de areia e, no pior dos casos, até morrer em poucos minutos.

Como explica uma reportagem recente do The Conversation, quando a areia está molhada, a probabilidade de que um sufocamento aconteça é menor – já que a tensão superficial entre a água e os grãos consegue manter o monte no lugar. O problema é quando a areia seca: sem tensão superficial, a pilha e as bordas do buraco perdem sua estabilidade e desmoronam, soterrando o que estiver no caminho.

Em um cenário como esse, os profissionais de resgate – geralmente bombeiros – costumam usar tábuas de madeira para evitar colocar mais peso sobre a areia, contando com ferramentas específicas para resgatar a vítima soterrada. Depois, o mais importante é expor a boca e remover a areia do peito.  

Além de estar sempre atento a buracos na praia, também é recomendado não cavar mais fundo do que a altura do joelho. “Aumentar a conscientização do público em geral sobre o risco associado à criação de escavações tênues em areia seca deve ter um efeito preventivo, reduzindo substancialmente a frequência desses eventos frequentemente letais”, destacam pesquisadores de um estudo publicado no The New England Journal of Medicine.

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

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