Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Azul das raias: estudo revela método desconhecido de produção da cor

Azul das raias: estudo revela método desconhecido de produção da cor

Pesquisadores descobriram um método nunca visto antes de criação da cor azul nas manchas das raias ou arraias uge-manchas-azuis (Taeniura lymma), revelando nanoestruturas que distorcem a luz para formar um azul vívido e estável. Publicado na revista Advanced Optical Materials, o estudo oferece informações promissoras para aplicações futuras em tecnologias de cores sem químicos, inspiradas pela natureza.

A cor azul é complexa de ser produzida por organismos vivos. A maioria das cores na natureza é criada por compostos que evoluíram para absorver a luz solar e emitir uma cor específica. Para emitir luz vermelha, por exemplo, o composto precisa absorver comprimentos de onda mais energéticos, como os verdes, azuis e violetas.

No entanto, produzir luz azul requer a absorção de comprimentos de onda vermelhos de baixa energia e a emissão dos mais poderosos, uma tarefa difícil que a natureza raramente resolve.

Uma solução mais simples para a criação da cor azul parece ser o uso de uma abordagem diferente: dispersar os comprimentos de onda indesejados usando nanoestruturas que dobram a luz, em um fenômeno conhecido como cor estrutural.

“O azul na natureza é quase sempre feito por nanoestruturas teciduais, não por pigmentos”, diz Mason Dean, professor associado de anatomia comparativa na City University of Hong Kong e coautor do novo estudo.

Entender a cor estrutural animal não se trata apenas de física óptica, mas também dos materiais envolvidos, como eles são organizados no tecido e como a cor aparece no ambiente do animal.

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