Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de agosto de 2024 · 2 min de leitura ·

China faz descoberta revolucionária em amostra de solo da Lua

China faz descoberta revolucionária em amostra de solo da Lua

Recentemente, pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências (CAS) fizeram uma descoberta significativa: encontraram grafeno natural na superfície da Lua, organizado em camadas finas. 

Publicada este mês na revista National Science Review, a recente descoberta de grafeno na Lua pela China pode alterar nossa compreensão sobre a formação da Lua e abrir novas possibilidades para a produção desse poderoso material, com impactos potenciais em áreas como eletrônica, armazenamento de energia, construção civil e a criação de novos supermateriais. Além disso, representa um passo importante para o planejamento de futuras missões que pretendem estabelecer infraestrutura permanente na Lua.

A equipe responsável por essa pesquisa foi liderada pelos professores Wei Zhang e Meng Zou, da Universidade de Jilin, com apoio de colegas do CAS e de outros institutos de pesquisa.

Durante décadas, a teoria mais aceita sobre a formação do sistema Terra-Lua é a Hipótese do Impacto Gigante, que sugere que a Lua se formou a partir de uma colisão massiva entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte, chamado Theia, há cerca de 4,4 bilhões de anos. Essa teoria é apoiada por análises de rochas lunares trazidas pelas missões Apollo, que indicam uma escassez de carbono na Lua. No entanto, descobertas recentes, incluindo a presença de carbono nativo, desafiam esse consenso.

No estudo atual, a equipe analisou uma amostra de solo lunar, com formato semelhante ao de uma azeitona, coletada pela missão Chang’e 5, da China, em 2020. Esta foi a primeira missão chinesa a retornar com amostras da Lua. 

A análise espectroscópica do material coletado revelou a presença de compostos de ferro em uma seção rica em carbono, indicando a formação de grafeno. Usando tecnologias avançadas de mapeamento e microscopia, os pesquisadores confirmaram a existência de flocos de grafeno com espessura de duas a sete camadas.

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