
Pesquisadores da Universidade de Curtin, em Perth (Austrália), liberaram uma nova pesquisa que aponta para uma descoberta curiosa: os maiores depósitos de minério de ferro no mundo existem há menos tempo do que se imaginava.
Anteriormente, acreditava-se que os maiores depósitos de minério de ferro, que ficam localizados na província de Hamersley, na Austrália Ocidental, teriam se formado há cerca de 2,2 bilhões de anos.
O novo estudo, no entanto, aponta que esses mesmos depósitos, na verdade, se formaram quando o antigo supercontinente Columbia se desintegrou, algo que teria acontecido há cerca de 1,4 bilhão de anos.
A província de Hamersley é berço de um dos maiores depósitos de minério de ferro conhecidos no mundo, com mais de 55 bilhões de toneladas (50 gigatoneladas métricas).
Para se ter uma ideia mais detalhada: esse minério todo teria se acumulado em uma porção de terra conhecida como Cráton Pilbara.
Cráton Pilbara, por sua vez, é um dos dois únicos fragmentos de crosta terrestre que datam do Éon Arqueano – ou seja, um período geológico da Terra que abrange entre 3,8 bilhões e 2,5 bilhões de anos atrás.
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