
Em 2006, foi descoberto na Caverna Howe, em Nova York, o primeiro caso da síndrome do nariz branco. Essa doença fúngica devastou a população de morcegos no país. Como consequência da redução populacional desses animais, houve mais de 1.000 mortes infantis no país.
A conclusão é de um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Chicago e publicado na revista Science.
Apesar de serem vistos como ameaça por muitas pessoas, os morcegos desempenham um papel importante no meio ambiente. Sem eles, as consequências podem ser mais graves do que o esperado. Eyal Frank, economista ecológico da Universidade de Chicago e autor do estudo, explica que eles “agregam valor à sociedade”.
Os morcegos ganharam uma má reputação como algo a ser temido, especialmente após relatos de uma possível ligação com as origens da COVID-19. Mas eles agregam valor à sociedade por seu papel como pesticidas naturais, e este estudo mostra que seu declínio pode ser prejudicial aos humanos.
O pesquisador também afirma que os custos da ausência dos morcegos são maiores do que os recursos necessários para protegê-los. O estudo ajuda a entender o valor desses animais e pode servir como base para a criação de políticas de conservação.
Nayra Teles é estudante de jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi (UAM) e redatora no Olhar Digital
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