Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Buraco negro dispara os maiores jatos cósmicos já observados

Buraco negro dispara os maiores jatos cósmicos já observados

Jatos emitidos por um buraco negro colossal surpreenderam astrônomos como os maiores já registrados, desafiando teorias pré-existentes sobre o limite de suas dimensões e abrindo novas perspectivas quanto à evolução das galáxias. 

A extensão combinada desses jatos alcança impressionantes 23 milhões de anos-luz, uma distância mais de dez vezes maior que o espaço entre a Via Láctea e a Galáxia de Andrômeda.

O buraco negro supermassivo responsável por esse fenômeno fica a 7,5 bilhões de anos-luz da Terra, uma distância nos permite observar o que ocorria quando o Universo tinha cerca de metade da idade atual. 

Esse sistema de jatos foi batizado de Porphyrion, em referência ao lendário gigante grego que raptou Hera, seguindo uma tradição entre os astrônomos de designar descobertas similares com figuras mitológicas (como o jato anterior, nomeado de Alcioneu).

Porphyrion supera em 40% seu predecessor, estabelecendo-se como o maior jato cósmico já identificado: “Estamos falando de 140 vezes o diâmetro da Via Láctea”, disse Martijn Oei, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em um comunicado. Para se ter uma ideia da escala, a nossa galáxia seria apenas um pequeno ponto diante dessas gigantescas erupções.

Esses jatos cósmicos se formam nas galáxias, que por sua vez se organizam dentro de uma estrutura conhecida como teia cósmica, composta por filamentos de matéria que se entrelaçam no Universo. 

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