
Já imaginou viver em um mundo onde existissem versões menores de grandes mamíferos, como elefantes e hipopótamos? Pois esse mundo existiu há uns 14 mil anos. E essas duas espécies viviam no Chipre, uma ilha europeia que fica na parte leste do Mar Mediterrâneo, colada ao Oriente Médio.
Os pequenos hipopótamos tinham o tamanho de um javali e pesavam cerca de 130 quilos. Já os elefantes-anões eram da altura de cavalo e pesavam 500 quilos, bem menos que as 4 toneladas que o elefante asiático atinge atualmente.
Segundo os cientistas, as duas espécies eram extremamente pacíficas e não tinham grandes predadores naturais na região. Esses animais, porém, foram extintos há mais de 12 mil anos.
Os pesquisadores levantaram duas hipóteses para o desaparecimento: ou os mamíferos não resistiram às mudanças ambientais ou eles foram vítimas da ação do homem, que criou assentamentos na ilha de Chipre há aproximadamente 14 mil anos atrás.
Alguns especialistas diziam que a pequena população humana que ocupou a região no período não seria capaz de exterminar as duas espécies. Um novo estudo divulgado nesta semana, porém, confirma essa teoria.
Um dado interessante é que Chipre não era a única ilha do Mediterrâneo com vida selvagem anã. Na verdade, Creta, Malta, Sicília, Sardenha e muitas outras ilhas tinham seus próprios elefantes e hipopótamos em tamanhos reduzidos.
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