Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Peixe mais antigo que dinossauros continua vivo – e está praticamente intacto

Peixe mais antigo que dinossauros continua vivo - e está praticamente intacto

Imagina um peixe ser tão velho que é chamado de “fóssil vivo”? Os Celacantos receberam esse apelido, pois são uma das espécies mais antigas ainda existentes hoje no mundo. 

Os primeiros fósseis dele datam de 419 milhões de anos atrás, muito antes dos gigantes pré-históricos pisarem na Terra. O Celecantos eram tidos como extintos há cerca de 66 milhões de anos, até que um exemplar vivo foi descoberto em 1938 na costa da África do Sul.

Ao contrário dos fósseis que nos revelam a evolução dos animais no passado. Esse peixe consegue fazer isso estando vivo até hoje. Eles sobreviveram a diversos períodos da história da Terra, tendo diversificações no formato do corpo ao longo do tempo.

Com nadadeiras robustas e articuladas, que lembram pequenos membros, os celacantos têm uma anatomia que os coloca em um lugar especial na evolução dos vertebrados. Eles pertencem ao grupo dos peixes de nadadeiras lobadas, os mesmos que deram origem aos primeiros animais terrestres. Por isso, estudá-los ajuda os cientistas a entender como a vida saiu da água e conquistou a terra firme.

Mas se você ouviu falar que o celacanto é um “fóssil vivo“, não é bem assim. Pesquisadores da Universidade de Quebec publicaram um estudo na Nature Communications este mês desafiando essa compreensão.

Apesar das primeiras espécies do grupo ainda serem pouco conhecidas, há um local no mundo chamado Formação Gogo que pode dar pistas sobre o passado. A formação fica no oeste australiano e, há cerca de 380 milhões de anos, foi um recife tropical com mais de 50 espécies de peixe.

Compartilhe