Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

“Cometa do Século” pode desaparecer para sempre após encontro com o Sol nesta sexta (27)

“Cometa do Século” pode desaparecer para sempre após encontro com o Sol nesta sexta (27)

Descoberto em janeiro de 2023 pelo Observatório Chinês de Tsuchinshan e confirmado pelo ATLAS (Sistema de Alerta de Impacto de Asteroides), da NASA, o cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) atinge o periélio (ponto de maior proximidade com o Sol) nesta sexta-feira (27).

Este é um momento tenso e delicado: depois desse encontro, os astrônomos vão avaliar se o cometa se tornará um grande espetáculo visível a olho nu, com uma longa cauda luminosa (digno do apelido de “Cometa do Século”), ou se ele vai se desintegrar devido à força gravitacional do Sol, desaparecendo para sempre.

Embora alguns estudos afirmem que o cometa C/2023 A3 pode se desintegrar ao se aproximar do Sol, outros defendem que seu tamanho é suficiente para resistir à intensa força gravitacional do astro. 

De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, esse cometa tem dois momentos de visibilidade. 

O primeiro começou em 15 de setembro e vai até o periélio. “Esta é a última e melhor oportunidade para observá-lo próximo ao horizonte leste no início da manhã. A partir de então, ele vai ‘despencar’ em direção ao Sol, deixando de ser visível no dia 4 de outubro e reaparecendo novamente a partir do dia 12 ao anoitecer, na direção oeste”.

Zurita não vê tanta probabilidade na desintegração. “Ele vem resistindo e quanto mais passa o tempo, menor a chance de fragmentação.”

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