
A erupção do vulcão Tonga, em 2022, quebrou vários recordes e foi uma das mais intensas dos últimos anos. Mas apesar das enormes quantidades de dados sísmicos gerados pela explosão, os cientistas ainda não sabem ao certo o que causou um fenômeno de tão grande magnitude. Um mistério que pode ter sido revelado por um novo estudo.
Pesquisadores usaram técnicas que foram desenvolvidas para medir a força de explosões subterrâneas para analisar a erupção. A conclusão foi que a erupção foi causada pela liberação de uma energia equivalente a cinco das maiores explosões nucleares subterrâneas conduzidas pela Coreia do Norte em 2017.
A equipe sugere que houve uma explosão, possivelmente devido a uma rocha comprimida por gás, que fez com que a água acima do vulcão fosse lançada. Isso, por sua vez, aliviou a pressão sobre a rocha, fazendo com que ela “ricocheteasse” com uma força incrível.
A conclusão é surpreendente, uma vez que se pensava que a interação do magma quente com a água fria do mar causava erupções vulcânicas subaquáticas tão massivas. Apesar disso, os pesquisadores admitem que seu modelo permanece “discutível”, mesmo que todos os cálculos apontem que é “viável”. As conclusões foram apresentadas em estudo publicado na revista Geophysical Research Letters.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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