Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Deu a louca no Sol? Mancha hiperativa no astro produz explosão recorde

Deu a louca no Sol? Mancha hiperativa no astro produz explosão recorde

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, uma mancha no Sol foi responsável pela segunda maior explosão solar dos últimos tempos na terça-feira (1). Acontece que o astro não está para brincadeira esta semana: na manhã desta quinta (3), um novo episódio, ainda mais potente, resultou em uma erupção recorde, que superou até mesmo o grande evento de maio deste ano.

Tanto a explosão de segunda-feira quanto a mais recente (a maior desde 2017) eclodiram da mancha solar hiperativa AR3842, localizada próxima ao equador do Sol.

O evento foi registrado pelo Observatório de Dinâmicas Solares (SDO), da NASA, e pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), uma colaboração entre as agências espaciais norte-americana e europeia. A radiação liberada pela explosão ionizou o topo da atmosfera da Terra e causou um profundo apagão de ondas curtas sobre a África e o Atlântico Sul. 

De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, os operadores de radioamadorismo na área podem ter notado perda de sinal em frequências abaixo de 30 MHz por até meia hora após o momento da explosão, às 9h18 (pelo horário de Brasília).

Se as CMEs são lançadas em direção à Terra, podem atingir a atmosfera do planeta e reagir com a magnetosfera, provocando tempestades geomagnéticas. A depender da potência, essas tempestades podem ocasionar desde a formação de auroras até efeitos mais graves, como interrupções em sistemas de comunicação ou mesmo derrubar satélites em órbita.

Neste caso, é esperada para o fim de semana uma tempestade geomagnética G3 (considerada forte uma escala de G1 a G5), podendo atingir até mesmo a classe G4 (severa).

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