
Uma equipe composta por cientistas dos EUA, Alemanha, Reino Unido, Itália, China e Canadá, usando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, fez uma detecção inédita: o primeiro vento galáctico de grande escala, impulsionado por um quasar alimentado por buraco negro supermassivo.
De acordo com o estudo, disponível no repositório online de pré-impressão arXiv, o vento desse quasar (sigla em inglês para “fonte de rádio quase-estelar”) está empurrando gás e poeira da galáxia a velocidades extremas, interrompendo a formação de novas estrelas.
Apesar de não ser o quasar mais antigo já observado, J1007+2115 é o mais antigo conhecido a apresentar esse tipo de vento em larga escala.
Weizhe Liu, líder da equipe de pesquisa e cientista da Universidade do Arizona, nos EUA, destacou ao site Space.com a importância desta detecção. “É o terceiro quasar mais antigo e o terceiro mais distante alimentado por um buraco negro supermassivo conhecido hoje. Até onde sabemos, esse vento impulsionado por quasar em escala galáctica é atualmente o mais antigo conhecido”.
Ele explica que os ventos gerados pelos buracos negros supermassivos podem ser fortes o suficiente para “matar” a galáxia, ao privá-la dos componentes necessários para o nascimento de estrelas.
Todas as galáxias grandes abrigam buracos negros supermassivos em seus núcleos, com massas que variam de milhões a bilhões de vezes a do Sol. No entanto, nem todos esses buracos negros alimentam quasares, que são as fontes de luz mais brilhantes do Universo.
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