
Uma equipe de cientistas fez uma importante descoberta sobre a conexão entre superaglomerados de galáxias. Eles criaram um novo método para gerar imagens do universo, o que permitiu mapear o movimento de 56 mil galáxias.
Segundo o entendimento aceito pela ciência hoje, a Via Láctea faz parte de uma estrutura chamada Grupo Local, que inclui várias galáxias vizinhas. Esse grupo, por sua vez, é parte do chamado Aglomerado de Virgem, que possui cerca de duas mil galáxias e que está dentro do superaglomerado Laniakea.
Todas estas estruturas se formam graças à ação da gravidade, mas identificá-las é uma tarefa bastante complexa. O superaglomerado Laniakea, por exemplo, se estenderia por um diâmetro de aproximadamente 500 milhões de anos-luz.
Para conseguir respostas, uma equipe de cientistas resolveu analisar o movimento de 56 mil galáxias. Devido à incerteza nas medições de velocidade, o grupo criou um mapa “probabilístico” que indica a chance de existirem certas estruturas que eles chamam de “bacias de atração”.
Dessa forma, os pesquisadores chegaram a conclusão de que Laniakea é, na verdade, um apêndice da bacia Shapley. Essa, por sua vez, seria uma região repleta de uma imensa quantidade de massa e atração gravitacional.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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