Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Semana traz a maior Superlua do ano; saiba detalhes

Semana traz a maior Superlua do ano; saiba detalhes

Após fazer conjunção com Saturno nesta segunda-feira (14) e atingir o periélio (ponto mais próximo do Sol) na terça (15), a Lua se torna cheia na quinta (17). E o que isso tem de especial? É que esta não só será a última como também a maior Superlua de 2024.

Embora alguns digam que a última mesmo será no próximo mês, se for seguir à risca a concepção acordada do termo Superlua, isso não procede. Vamos entender a seguir.

De forma bem simples e resumida, uma Superlua ocorre quando o nosso satélite natural chega à fase completa em até 24 horas antes ou depois de atingir sua aproximação máxima com a Terra (ponto chamado de perigeu).

“Mas, sem saber o quão perto a lua cheia precisa estar da Terra, não dá para cravar se esta ou aquela lua cheia é uma Superlua”, explica o colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, que é presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).

Segundo Zurita, até existem algumas tentativas de criar uma definição científica, completa e definitiva para o termo, mas é difícil chegar a um consenso, e talvez isso tenha algo a ver com ele vir da astrologia. “Na astronomia, sua utilização é recente e tem se mostrado uma boa forma de popularizar a ciência, mas muita gente ainda ‘torce o nariz’ para o termo, por considerá-lo um nome mercadológico para ‘vender’ a Lua Cheia no perigeu, que, na prática, não tem nada de super, nem representa nenhum fenômeno de interesse científico”.

Talvez por isso a União Astronômica Internacional (IAU) não demonstrou, até hoje, nenhum interesse em normatizar o termo. “Tudo que temos são as definições informais para a Superlua”, disse Zurita, explicando que, no meio científico, os astrônomos preferem a referência “perigeu-sizígia” ou simplesmente “Lua Cheia no Perigeu”.

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