
Um grupo de astrônomos pode ter encontrado evidências de que a energia escura, responsável pela expansão do nosso Universo, tem relação com os buracos negros. Se confirmada, esta teoria acabaria com um dos maiores mistérios da atualidade.
Durante o trabalho, os cientistas usaram o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (DESI), montado no Telescópio Nicholas U. Mayall. Este dispositivo identifica as posições de milhões de galáxias, possibilitando o estudo de como o Universo se expandiu até o que vemos hoje.
Pela primeira vez, astrônomos dizem ter encontrado indícios de uma conexão entre os dois fenômenos. Eles defendem uma correspondência entre a crescente densidade da energia escura e a massa de buracos negros à medida que o Universo envelheceu.
Se você se perguntar: ‘Onde no Universo posterior vemos a gravidade tão forte quanto era no início do Universo?’ a resposta está no centro dos buracos negros. É possível que o que aconteceu durante a inflação ocorra ao contrário, a matéria de uma estrela massiva se torne energia escura novamente durante o colapso gravitacional – como um pequeno Big Bang jogado ao contrário.
Ao comparar os dados da energia escura provenientes do Instrumento Espectroscópico de Energia Escura com o crescimento de buracos negros em diferentes estágios da vida do Universo, os pesquisadores fizeram uma observação intrigante.
Segundo eles, à medida que novos buracos negros eram produzidos a partir da morte de estrelas massivas, a quantidade de energia escura no Universo aumentava. Isso torna mais plausível que os primeiros sejam a fonte dos segundos.
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