Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Como cientistas fazem reconstrução facial de múmias e outros fósseis?

Como cientistas fazem reconstrução facial de múmias e outros fósseis?

A reconstrução facial de múmias e fósseis tem importância forense, antropológica e médica. Essa é uma ciência ainda em expansão, com correções e questionamentos de metodologias, bem como descobertas de diferentes formas para simular a aparência dos rostos do passado.

Tipicamente, a reconstrução facial de múmias é feita de forma manual com argila em uma réplica de crânio. Mas esse processo também pode acontecer de forma 3D ao escanear um crânio a partir softwares específicos de computador.

Para começar, o crânio é posicionado em plano horizontal, que mimetiza a posição natural da cabeça das pessoas vivas quando ereta e em repouso. Marcadores são colocados em diferentes pontos do osso.

Depois disso, os músculos superficiais de expressão facial e mastigação são colocados. Cada músculo tem um lugar específico que é influenciado pelo formato do crânio. Por fim, os pesquisadores adicionam pele à reconstrução facial de múmias e fósseis.

Dados das medições dos crânios, os padrões de forma são observados para modelar os diversos detalhes do rosto. Por exemplo, a altura do lábio é calculada usando medições dos dentes da frente e a forma do queixo pode ser indicada pelo formato do osso da mandíbula inferior.

Existem algumas formas de reconstruir o rosto de múmias e fósseis. Um deles é a reconstrução 3D. Foi assim que cientistas remontaram o rosto de três homens que viveram no antigo Egito há mais de 2 mil anos, com base nos dados do DNA de seus restos.

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