
Dezembro começa com uma semana bem agitada para os astros do Sistema Solar. Logo de cara, a Lua tem dois encontros “calientes”: primeiro com o Sol (mais caloroso, impossível), depois com Vênus (nosso vizinho mais quente). Outro destaque é o “desaparecimento” de Mercúrio do céu noturno. Júpiter também tem seu momento de glória, surgindo maior e mais brilhante no firmamento. Encerrando os trabalhos, os planetas Marte e Netuno mudam de “direção”.
Ainda está complicado? Então, acompanhe a explicação mais detalhada abaixo, descobrindo cada passo da “dança cósmica” no palco celeste desta semana.
Dando início à sua “turnê mensal” de dezembro pelos planetas do Sistema Solar, a Lua vai passar por Vênus na noite de quarta-feira (4), aparecendo bem pertinho dele no céu em um fenômeno conhecido como conjunção astronômica, por volta das 19h40 (pelo horário de Brasília).
Antes, no entanto, ela atinge o periélio, que é o ponto de sua órbita mais próximo do Sol. De acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org, isso vai acontecer às 9h28 da manhã de segunda (2), quando a Lua estará a 0,9833 unidades astronômicas (UA) da nossa estrela hospedeira – algo em torno de 147,5 milhões de km.
Na quinta-feira (5), às 23h15, Mercúrio iniciará uma fase que os astrônomos chamam de “conjunção solar inferior”, passando entre a Terra e o Sol e ficando totalmente inobservável por várias semanas enquanto se perde no brilho da nossa estrela (na verdade, alguns dias antes, ele já não é mais visto).
Segundo a plataforma In-The-Sky.org, isso acontece uma vez em cada ciclo sinódico do planeta, que é o período necessário para ele chegar à mesma posição em relação ao Sol, quando observado a partir da Terra – que no caso de Mercúrio é de 116 dias.
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