
Um novo estudo, publicado na Advanced Science, detalhou como cientistas, liderados pelo pesquisador de fungos Francis Schwarze, do laboratório de Celulose e Materiais de Madeira da Empa em St. Gallen (Suíça), conseguiram criar nova espécie de madeira que brilha no escuro.
A “mágica” acontece por conta da presença de um fungo que possui bioluminescência. Na natureza, esse efeito é conhecido como “fogo de raposa“, que fez com que o grupo tentasse utilizá-lo em materiais de construção.
Em comunicado, Schwarze disse que “a madeira, naturalmente luminosa, foi descrita pela primeira vez há cerca de 2,4 mil anos pelo filósofo grego Aristóteles. Materiais compostos produzidos artificialmente desse tipo seriam interessantes para muitos tipos de aplicação”.
Esse fungo utilizado na madeira não é o único que brilha; existem mais de 70 espécies com capacidade de bioluminescência. Contudo, ele é bom para criar a madeira luminosa, já que consegue se infiltrar nesse material sem reduzir sua estabilidade.
Os cientistas analisaram como o fungo do mel conseguiu se esgueirar para dentro das amostras de madeira de balsa utilizadas, degradando a lignina, contudo, a celulose restante foi suficiente o bastante para manter a madeira forte.
Uma vez misturados, madeira e fungo viraram um biohíbrido, capaz de ficar ainda mais brilhante após incubação de três meses. Nesse período, a madeira de balsa absorveu oito vezes seu peso em umidade, de modo a acomodar o fungo em tudo o que é molhado.
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