Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Derrubada da estação espacial no oceano pode prejudicar o meio ambiente?

Derrubada da estação espacial no oceano pode prejudicar o meio ambiente?

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a NASA pretende “derrubar” (ou seja, tirar de órbita) a Estação Espacial Internacional (ISS) entre o fim desta década e o início da próxima – operação que tem levantado preocupações quanto aos impactos no meio ambiente. 

Segundo especialistas consultados pelo site Space.com, a principal questão é garantir que a reentrada da estação seja controlada para evitar danos à atmosfera e aos oceanos. 

Em 2023, o Painel Consultivo de Segurança Aeroespacial (ASAP) da NASA reiterou a importância de um plano para a desorbitação controlada da ISS. O comitê recomendou que a agência desenvolvesse essa capacidade o mais rápido possível, reforçando o risco de algum problema grave repentino na estação vir a exigir um descarte imediato. 

A NASA escolheu a SpaceX para desenvolver o Veículo Deorbital dos EUA (USDV), sob um contrato de US$843 milhões (o equivalente a mais de R$5 bilhões). A empresa de Elon Musk será responsável por projetar e executar a reentrada controlada da ISS, direcionando a estrutura para uma área remota do oceano. Essa medida, prevista para 2031, visa minimizar os riscos para a população e o meio ambiente.

Leonard Schulz, pesquisador do Instituto de Geofísica da Universidade de Braunschweig, na Alemanha, alerta para os desafios de lidar com a grande massa da ISS, que chega a 450 toneladas. Esse peso coloca a estação em uma posição de risco durante a reentrada. “Provavelmente, no futuro, veremos o que essa reentrada pode trazer para a atmosfera em termos de substâncias liberadas”.

Já Luciano Anselmo, físico do Instituto de Ciências de Pisa, na Itália, minimiza as preocupações sobre os impactos da derrubada da estrutura no mar. “A reentrada de objetos espaciais é um contribuinte muito pequeno para a poluição dos oceanos, se comparada aos navios afundados ou outros resíduos”, garante.

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