Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Conhece a mecanoquímica? Ela vai te surpreender e te fazer esquecer da química tradicional

Conhece a mecanoquímica? Ela vai te surpreender e te fazer esquecer da química tradicional

Desde o ensino fundamental, estudamos e aprendemos sobre química. Pelo menos, costumava ser assim. Agora, a onda é a chamada mecanoquímica, na qual reações impossíveis de serem obtidas a partir de tentativas convencionais se tornam realidade.

Vamos explicar melhor. Imagine misturando vários líquidos em um laboratório químico, apenas aguardando alguma reação emocionante. Por exemplo, uma mudança de cores, o surgimento de um pó ou uma “explosão“.

Comumente, as reações químicas precisam de um solvente para acontecerem. Para tanto, é necessário encontrar o ideal. Mas há formas de fazer duas substâncias interagirem sem dissolvê-las. É aí que entra a mecanoquímica, que permite essa interação a partir da introdução de forças mecânicas.

O pilão e o almofariz são ferramentas antigas, mas clássicas, no que tange a mistura de componentes químicos. Mas, nos dias de hoje, o mecanoquímico dispõe de dispositivos mais modernos.

Um deles é o moinho de bola, opção comum. Trata-se de grande moedor cheio de bolas duras que trituram materiais determinados em minúsculas partículas. São concebidos em diversos tipos, com vários materiais de moagem, frequências rotacionais, etc., tudo para que o experimento científico seja personalizado.

Com uma máquina como essa, o resultado será mais consistente do que quando a moagem é realizada por um humano. Falando assim, até parece ser fácil, sendo necessário “apenas” misturar duas coisas com força suficiente para termos uma reação química. Mas não é bem assim.

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