Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Sapos com superpoderes: entenda por que os anfíbios de Chernobyl não sofrem tanto com a radiação

Sapos com superpoderes: entenda por que os anfíbios de Chernobyl não sofrem tanto com a radiação

A explosão do reator nuclear em Chernobyl, em 1986, lançou partículas radioativas sobre uma vasta área, transformando um ambiente antes comum em um cenário hostil e aparentemente inóspito.

Ao longo das décadas, diferentes espécies de sapos demonstraram uma notável capacidade de adaptação, encontrando novas formas de sobreviver e prosperar mesmo nas condições mais desafiadoras. Vamos conhecer mais desses sapos superpoderosos?

Em 26 de abril de 1986, a explosão do reator número 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, localizada na antiga União Soviética (atual território da Ucrânia), desencadeou o pior desastre nuclear da história.

O incidente, resultado de um teste de segurança malsucedido, resultou numa violenta liberação de materiais radioativos na atmosfera. A explosão lançou uma imensa quantidade de partículas radioativas no ar, que foram dispersas pelos ventos sobre extensas áreas da Ucrânia, Belarus e Rússia.

A região mais próxima ao reator, conhecida hoje como Zona de Exclusão, tornou-se inabitável devido aos altos níveis de radiação. Lá, ainda hoje, a radioatividade permanece muito acima do considerado seguro, o que torna o solo perigoso, a água imprópria para consumo e a produção agrícola inviável sem um controle rigoroso.

Contaminando de maneira permanente o solo e água da região estão elementos como césio-137 e estrôncio-90, que continua a emitir radiação ionizante, capaz de alterar o material genético de organismos vivos.

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