
O fogo é uma das maiores descobertas da história da humanidade. Ele permitiu cozinhar alimentos, manter ambientes aquecidos e fornecer iluminação para estender a duração dos dias. Mais para frente, o elemento foi o grande responsável pelo Revolução Industrial, que transformou o mundo.
Há anos, pesquisadores buscam entender qual a relação dos primeiros humanos com o fogo. Um novo estudo sugeriu que a resposta não é tão óbvia: os primeiros usuários deste elemento da natureza não necessariamente o usavam para cozinhar alimentos. Na verdade, a utilidade principal era outra.
Como lembrou o IFLScience, a relação dos primeiros humanos com o fogo é tema de debates intensos. No entanto, no geral, estudiosos acreditam que não houve um único momento repentino em que essa relação começou. Os hominídeos começaram a aderir ao uso gradualmente a partir do início do Pleistoceno.
Inicialmente, acredita-se que a utilidade tenha sido para cozinhar plantas e carnes para alimentação, o que viabilizou a adaptação do Homo erectus para ter um sistema digestivo menor e um cérebro maior. Essa ideia é conhecida como “hipótese da culinária”.
Mais recentemente, outros trabalhos começaram a questionar a origem dessa relação, sugerindo que a utilidade principal do fogo pode não ter sido cozinhar alimentos.
Um estudo publicado em meados de maio deste ano na Frontiers in Nutrition foi um dos trabalhos que questionou a função principal do fogo para os humanos antigos.
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