
Na noite do dia 25 de dezembro, o Sol protagonizou um verdadeiro show cósmico. Em menos de três horas, quatro explosões solares foram registradas, incluindo uma de magnitude M7.3, a maior da série. O fenômeno, observado por cientistas de diversas partes do mundo, destacou o poder do Sol e trouxe uma pergunta crucial: essas explosões podem desencadear auroras polares?
O maior destaque do evento foi a erupção da região de manchas solares AR3938, às 22h15 no horário de Brasília (0315 GMT no dia 26), de acordo com o Spaceweather.com. De acordo com especialistas, as explosões solares são classificadas em uma escala de quatro níveis, sendo as erupções da classe M as segundas mais poderosas, logo atrás das gigantescas da classe X.
A grande dúvida que sempre surge com as explosões solares é se haverá efeitos perceptíveis na Terra. De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), o material ejetado pela explosão de classe M7.3, conhecido como ejeção de massa coronal (CME, na sigla em inglês), provavelmente não atingirá o planeta, passando ao norte da Terra.
No entanto, os cientistas afirmam que o Sol deve permanecer ativo até o final do ano. Ainda há a possibilidade de uma erupção poderosa enviar uma CME em direção à Terra, o que poderia resultar em auroras brilhantes como um presente tardio de Natal, antes da virada para 2025.
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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