Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cientistas observam evolução, em tempo real, de duas espécies de lagartos

Cientistas observam evolução, em tempo real, de duas espécies de lagartos

É bastante comum que os cientistas observem a evolução de espécies de animais em todos os seus aspectos e por longos períodos, visando aprender mais sobre elas.

Um exemplo reportado pelo Olhar Digital foi o de um caracol, cuja evolução foi analisada por 30 anos. O New Atlas lembra de outros três: um estudo que levou 15 anos e observou mudanças nas populações isoladas de lagartixas no Brasil após a construção de uma barragem. No caso, essa espécie desenvolveu cabeças maiores que as que vivem no continente.

O segundo trata de peixes que vivem em águas protegidas. Essas espécies conseguem evoluir para serem menos móveis a cada geração, pois os que vivem em regiões desprotegidas têm mais chances de serem capturados.

Já os dois últimos exemplos são de andorinhas, que desenvolvem asas mais curtas para evitar serem atropeladas, e rãs existentes na zona de exclusão de Chernobyl (Ucrânia) estão escurecendo, com vistas a se protegerem dos danos que sofrem por conta da alta taxa de radiação existente na região.

Agora, um novo estudo publicado na Nature Communications explana as análises realizadas por pesquisadores da Georgia Tech (EUA) de duas espécies de lagartos no Fairchild Tropical Botanic Garden, na Flórida (EUA).

“Quando duas espécies semelhantes competem pelos mesmos recursos, como comida e território, elas, geralmente, desenvolvem diferenças que lhes permitem coexistir. Boa parte do que sabemos sobre como os animais mudam em resposta a esse processo vem do estudo de padrões que evoluíram há muito tempo. Esta foi rara oportunidade em que pudemos observar a evolução enquanto ela acontecia”, afirmou Stroud.

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