Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Poluição no Império Romano pode ter diminuído QI de europeus

Poluição no Império Romano pode ter diminuído QI de europeus

O Império Romano teve contribuições importantes para a humanidade, como o desenvolvimento de arte, literatura e arquitetura. Mas a civilização antiga também teve uma influência negativa: um estudo descobriu que a poluição do ar no Império era tão grande que pode ter causado danos neurológicos e diminuição do QI em grande parte da Europa.

Os estudos compararam os níveis de chumbo no sangue de antigos romanos com o que sabemos hoje sobre as consequências da exposição.

O estudo foi publicado na PNAS e tomou como base registros de amostras de gelo do Ártico, que revelaram que níveis atmosféricos de chumbo tóxico aumentaram entre 100 a.C e 200 d.C. Esse período coincidiu com a época da mineração e da fundição de metais no Império Romano.

Com os níveis analisados, a equipe estimou que cada criança romana da época tinha cerca de três vezes mais chumbo no sangue do que crianças nos Estados Unidos atualmente.

Então, os pesquisadores tomaram como base o que sabemos sobre as consequências da exposição de chumbo à saúde. Vale lembrar que nenhum nível de exposição ao elemento é segura para humanos. A partir disso, eles indicaram que a poluição por chumbo no ar pode ter causado danos neurológicos e queda entre 2,5 e 3 pontos no QI de cada pessoa no Império Romano na Europa, nas províncias de Gália, no noroeste da África, Ibéria e Britânia.

De acordo com o hidrólogo de neve e gelo Nathan Chellman, do Instituto de Pesquisa do Deserto nos EUA, uma redução de 2 a 3 pontos de QI não é muito, mas, quando se analisa isso em praticamente toda a população europeia, é algo grande.

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