
Além do seu valor enquanto moeda, o ouro caiu nas graças dos humanos por conta do seu brilho único. Mas por que ele brilha desse jeito tão encantador? A resposta envolve física quântica. E uma pitada da Teoria da Relatividade Geral, matutada pelo físico teórico Albert Einstein.
Em tese, prata e ouro são mais parecidos do que você imagina. Não à toa, “a diferença química entre prata e ouro recebeu muita atenção ao longo da história [da área]”, diz um artigo publicado em 1979. Segundo o texto, a diferença “parece ser, principalmente, um efeito relativístico“.
Quimicamente, o ouro tem semelhanças estruturais com a prata devido a dois fatores:
No entanto, o ouro é menos reativo que a prata. Foi essa diferença química que intrigou cientistas por tantas décadas. Para começar a entender o tal “efeito relativístico”, você precisa saber o seguinte:
A contração relativística afeta as duas camadas mais externas de elétrons. Isso as aproxima ligeiramente, o que reduz a energia necessária para que um elétron alcance um estado de energia mais alto ao atingir fótons. Essa característica diferencia o comportamento óptico do ouro em comparação à prata.
Ao refletir as demais cores, o ouro combina tons vermelhos e verdes. Daí o brilho dourado tão fascinante. Para humanos, pelo menos.
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