Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Já tivemos uma terceira pálpebra — e os restos dela ainda estão nos seus olhos!

Já tivemos uma terceira pálpebra — e os restos dela ainda estão nos seus olhos!

Você já deve ter reparado que temos uma membrana rosa no canto interno do olho, não é? Essa pequena coisinha esconde, na verdade, os vestígios de algo muito mais interessante: uma terceira pálpebra! 

A parte maior dessa membrana, localizada mais internamente nos olhos, é chamada de carúncula lacrimal –  que ajuda a manter nossos globos oculares limpos e lubrificados. Logo ao lado da carúncula, está a tal terceira pálpebra: uma tira de pele bem fina conhecida como membrana nictitante ou prega semilunar.

A terceira pálpebra dos humanos se enquadra em algo chamado de estrutura vestigial, ou seja, algo que, com o tempo, deixou de servir ao seu propósito e acabou sendo reduzido ou completamente atrofiado.

Elas costumam ser encontradas em animais como pássaros, répteis, mamíferos e peixes, ajudando a remover eventuais resíduos para manter seus olhos limpos e úmidos. Alguns de nossos antepassados primatas também possuem membranas nictitantes, mas elas são mais raras nesse caso, como explica o IFL Science.

Isso porque, no processo de evolução, a membrana se tornou cada vez menos útil. Porém, visto que não causam nenhum mal aos olhos, a pressão evolutiva não foi o bastante para que ela sumisse de vez – e, assim, foram apenas diminuindo até virar essa pele quase imperceptível.

Ainda existem casos raros de pessoas que desenvolvem a terceira pálpebra – um artigo publicado em 2017 no Indian Journal of Ophthalmology, por exemplo, relata uma garota de 9 anos que nasceu com a membrana nictitante no olho esquerdo, posteriormente removida sem complicações em uma cirurgia.

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