Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cientistas avançam em desextinção do tigre-da-Tasmânia com útero artificial

Cientistas avançam em desextinção do tigre-da-Tasmânia com útero artificial

A Colossal Biosciences, empresa norte-americana especializada em biotecnologia, deu mais um passo importante em sua missão de trazer espécies extintas de volta à vida. Recentemente, a companhia anunciou o desenvolvimento de embriões de marsupiais que atingiram mais da metade do período gestacional em um útero artificial. Essa conquista representa uma inovação sem precedentes no campo da genética e da conservação animal.

Além disso, a Colossal garantiu um investimento adicional de US$ 200 milhões na rodada de financiamento Série C, liderada pela TWG Global. Com isso, o total de capital arrecadado pela empresa chega a US$ 435 milhões, recursos que estão sendo utilizados para criar tecnologias pioneiras na preservação de espécies e na saúde humana.

Fundada por Ben Lamm e pelo renomado geneticista George Church, da Universidade de Harvard e do MIT, a Colossal se destacou por seus projetos audaciosos. A empresa busca ressuscitar espécies icônicas, como o mamute-lanoso, o dodô e o tigre-da-Tasmânia, por meio de ferramentas genéticas de ponta.

O foco atual da empresa está no desenvolvimento de um útero artificial capaz de suportar o crescimento de embriões de marsupiais sem a necessidade de mães de aluguel. Segundo Ben Lamm, o dispositivo utiliza tecnologia avançada, como microfluídica de precisão e controle de gases, para replicar o ambiente uterino com exatidão.

“Esse sistema é mais sofisticado que qualquer outro dispositivo existente, permitindo o acompanhamento das etapas do desenvolvimento embrionário com precisão”, afirmou Lamm. Ele destacou que o útero artificial possibilitará a produção em escala de filhotes de tigre-da-Tasmânia para projetos de reintrodução na natureza.

Além de seu potencial para ressuscitar espécies extintas, a tecnologia tem aplicações diretas na conservação de espécies ameaçadas de extinção. O dispositivo permitiria gerar animais vivos a partir de células armazenadas em biobancos, eliminando a necessidade de fêmeas de aluguel e simplificando o processo de reprodução assistida.

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