
Observações do telescópio James Webb (JWST) desafiaram modelos astronômicos há dois anos. Na época, o telescópio mostrou galáxias formadas no começo do Universo – e elas grandes demais para este período. Pesquisadores suspeitavam que buracos negros estivessem por trás da anomalia. E uma importante confirmação veio à tona recentemente.
A equipe de pesquisadores se baseou em observações feitas em pesquisas públicas do JWST de galáxias do tipo Pequenos Pontos Vermelhos (LRDs, na sigla em inglês) – mais sobre isso em breve. Com base nelas, estimou que 70% dessas galáxias possuem gás girando a mil quilômetros por segundo. Isso sugere a presença de buracos negros supermassivos no centro dessas galáxias.
Os resultados foram apresentados na 245ª reunião da American Astronomical Society e serão publicados no periódico The Astrophysical Journal.
Galáxias do tipo Pequenos Pontos Vermelhos (LRDs) formaram-se cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang e existiram pelos 1,5 bilhão de anos seguintes. Elas representam uma nova classe de galáxias. E podem ter características distintas das observadas no, digamos, Universo moderno.
Acredita-se que as galáxias LRDs eram dominadas pelos buracos negros em crescimento e não pelas suas estrelas. Ao considerar a contribuição dos buracos negros, elas ficam menores e mais consistentes com as teorias astronômicas.
Há uma quantidade substancial de trabalho sendo feito para tentar determinar a natureza desses Pequenos Pontos Vermelhos e se sua luz é dominada por buracos negros em acreção [aumento de massa por aglomeração de materiais]
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