Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cientistas resolvem mistério de galáxias grandes demais vistas pelo James Webb

Cientistas resolvem mistério de galáxias grandes demais vistas pelo James Webb

Observações do telescópio James Webb (JWST) desafiaram modelos astronômicos há dois anos. Na época, o telescópio mostrou galáxias formadas no começo do Universo – e elas grandes demais para este período. Pesquisadores suspeitavam que buracos negros estivessem por trás da anomalia. E uma importante confirmação veio à tona recentemente.

A equipe de pesquisadores se baseou em observações feitas em pesquisas públicas do JWST de galáxias do tipo Pequenos Pontos Vermelhos (LRDs, na sigla em inglês) – mais sobre isso em breve. Com base nelas, estimou que 70% dessas galáxias possuem gás girando a mil quilômetros por segundo. Isso sugere a presença de buracos negros supermassivos no centro dessas galáxias.

Os resultados foram apresentados na 245ª reunião da American Astronomical Society e serão publicados no periódico The Astrophysical Journal.

Galáxias do tipo Pequenos Pontos Vermelhos (LRDs) formaram-se cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang e existiram pelos 1,5 bilhão de anos seguintes. Elas representam uma nova classe de galáxias. E podem ter características distintas das observadas no, digamos, Universo moderno.

Acredita-se que as galáxias LRDs eram dominadas pelos buracos negros em crescimento e não pelas suas estrelas. Ao considerar a contribuição dos buracos negros, elas ficam menores e mais consistentes com as teorias astronômicas.

Há uma quantidade substancial de trabalho sendo feito para tentar determinar a natureza desses Pequenos Pontos Vermelhos e se sua luz é dominada por buracos negros em acreção [aumento de massa por aglomeração de materiais]

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