
Uma pesquisa disponível no servidor de pré-impressão arXiv.org, que aguarda revisão de pares, propõe que a matéria escura não pode ser muito pesada, caso contrário, poderia destruir o modelo atual que usamos para entender o Universo.
A matéria escura, até agora uma das maiores incógnitas da física, é uma possível explicação para fenômenos cósmicos injustificáveis com a matéria visível apenas.
Diversos comportamentos estranhos são observados no cosmos. As estrelas, por exemplo, giram rapidamente nas galáxias, e as próprias galáxias se movem em grande velocidade dentro dos aglomerados. Além disso, estruturas no Universo crescem e evoluem de maneira extremamente rápida. No entanto, se considerarmos apenas a matéria que conseguimos observar diretamente, a gravidade gerada por essa matéria não seria suficiente para justificar esses movimentos.
De acordo com a teoria mais aceita, a matéria escura seria uma substância massiva, eletricamente neutra e que raramente interage com a matéria comum. Ela representa a maior parte da massa do Universo, superando em muito a matéria visível.
Embora a presença dessa matéria seja amplamente aceita, sua natureza ainda é desconhecida, já que experimentos para detectá-la falharam até agora. Esses experimentos tentaram identificar colisões raras entre partículas de matéria escura, concentrando-se em uma faixa de massa específica: entre 10 e 1.000 giga-elétron-volts (GeV), uma unidade de energia usada em física. Essa faixa foi escolhida porque partículas pesadas, como o bóson W e o quark top, estão nessa região.
Como nada foi detectado até agora, a hipótese de que a matéria escura possa ser mais leve ou mais pesada começou a ser considerada. A nova pesquisa destaca que, se a matéria escura for muito pesada, ela pode causar problemas em nosso modelo atual.
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