
Períodos de estiagem que duram pelo menos dois anos são conhecidos como mega secas. E segundo um novo estudo, estes fenômenos têm se tornado cada vez mais frequentes, quentes e devastadores nas últimas décadas.
De acordo com os pesquisadores, foram mais de 13 mil eventos do tipo entre 1980 a 2018. Os efeitos para o meio ambiente são catastróficos e o Brasil apareceu duas vezes entre os dez episódios mais graves.
Os cientistas explicam que essas secas prolongadas não são exatamente um evento meteorológico, mas algo que ocorre ao longo de um período maior e em uma área mais extensa. Elas são caracterizados principalmente pela redução das chuvas, embora em alguns casos também envolvam um aumento na demanda atmosférica por água.
De acordo com o estudo, três fatores principais estão contribuindo para o agravamento das mega secas pelo mundo: o aumento das temperaturas globais, a diminuição das chuvas em regiões específicas e o aumento da evapotranspiração, processo pelo qual a água é transferida da superfície da Terra para a atmosfera por evaporação do solo e transpiração das plantas.
De forma geral, o trabalho destaca um padrão alarmante: nas regiões mais quentes, a falta de chuvas castiga mais, enquanto nas áreas frias, o problema maior está na água que se perde para a atmosfera. As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Science.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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